Gestão de galões retornáveis: um dos maiores patrimônios da sua Envasadora

Nas indústrias de envase de água mineral, os vasilhames retornáveis representam muito mais do que simples recipientes. Afinal, eles fazem parte do patrimônio da empresa e podem corresponder a centenas de milhares de reais em ativos em circulação.

Mesmo assim, muitas envasadoras ainda realizam esse controle por meio de planilhas, anotações manuais ou processos que dependem de conferências constantes. Como consequência, a empresa perde visibilidade sobre um dos ativos mais importantes da operação.

Os problemas causados pela falta de controle

Quando não existe uma gestão eficiente dos retornáveis, diversos problemas podem surgir. Entre os principais, destacam-se:

  • Perda de vasilhames;
  • Divergências com clientes e distribuidores;
  • Falta de controle dos comodatos;
  • Compras desnecessárias de novos recipientes;
  • Dificuldade para identificar responsabilidades;
  • Ausência de informações confiáveis para tomada de decisão.

Além disso, com o passar do tempo, pequenas perdas podem se transformar em um impacto financeiro significativo para a empresa.

Você sabe quantos galões realmente estão no mercado?

À primeira vista, essa parece uma pergunta simples. No entanto, muitas empresas ainda têm dificuldade em responder com precisão.

Em uma operação de envase, os vasilhames podem estar em diferentes locais, como:

  • No estoque da fábrica;
  • Em transporte;
  • Com distribuidores;
  • Em pontos de venda;
  • Com clientes finais;
  • Em manutenção ou descarte.

Dessa forma, sem uma rastreabilidade adequada, o patrimônio da empresa fica disperso e, consequentemente, a gestão se torna cada vez mais complexa.

O impacto financeiro pode ser maior do que parece

Para entender melhor, imagine uma envasadora com:

  • 20 mil galões de 20 litros;
  • Custo médio de R$ 35 por galão.

Nesse cenário, o patrimônio investido em vasilhames é de aproximadamente R$ 700 mil.

Agora, suponha que apenas 10% desse volume esteja sem controle adequado. Nesse caso, a empresa poderá ter cerca de R$ 70 mil em ativos sujeitos a perdas, extravios ou divergências.

Por isso, controlar os galões retornáveis vai muito além de acompanhar entradas e saídas. Na prática, trata-se de proteger um dos maiores patrimônios da empresa, reduzir custos desnecessários e garantir mais eficiência em toda a cadeia de distribuição.

Além disso, quanto maior a visibilidade sobre a localização e a movimentação dos vasilhames, maior será a capacidade da empresa de evitar perdas, identificar desvios e tomar decisões mais estratégicas.

Portanto, investir em um controle eficiente dos retornáveis não é apenas uma questão operacional, mas também uma estratégia para preservar patrimônio e aumentar a rentabilidade do negócio.

No próximo artigo, vamos mostrar quais são os principais controles que uma boa gestão de galões retornáveis deve possuir e, principalmente, como essas informações podem ajudar a tornar a operação mais segura, organizada e eficiente.